quinta-feira, 3 de julho de 2008

O livro tem sexo?

Acomodou-se na cama e observou os meus movimentos, olhando-me intimamente.

«És tão parecida com aquela modelo, a Helena... Helena Christensen! Já te tinha dito o quanto te achava bonita? Poderias ter pousado para Botticelli ou Rossetti...»

Para boa entendedora meia palavra basta, é sabido. Senti que o Lourenço queria o mesmo que eu, ambos transpirávamos de desejo. Dirigi-me até às proximidades da sua boca sem o beijar. Desapertei-lhe o cinto, desabotoei-lhe o botão, abri o fecho-ecler e puxei as calças até aos joelhos. Cumprimentei-lho com uma mão, apertei-lho, desci com os lábios até ao umbigo e mordi-lho.

(...)

Inspirei-me nuns vídeos que o Rodolfo esconde no roupeiro, e consegui convencer o Rui a um prolongamento. Abracei-o vorazmente, confiante no meu desempenho aplicado. Tudo correu lindamente e não senti aqueles horrores que por diversas vezes escutara.

(...)

Quando finalmente adormeci, passadas tantas horas sem o devido descanso, tudo se renovou no mundo dos sonhos. Vi-me em cenas de sexo escaldante com o Artur e o Filipe, o que me deixou altamente perturbada e envergonhada quando o recordei.


Excertos de de dia e de noite.

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