quinta-feira, 3 de julho de 2008

D. Maria Inês, avó de Catarina


A referência para a avó paterna de Catarina foi a Rainha Isabel II de Inglaterra.

«Estou a ficar sem rede! Não estou a ouvir-te bem!», diz sempre isto quando o assunto não lhe interessa, certo dia apanhei-a quando liguei para o fixo. «Vou mandar o Carlos para trazer-me a jarra!», acrescentou apressadamente.

«Não estou no Palace Deco!»

«Não? Porquê?»

«Tirei uns dias para repousar. Ultimamente tenho andado exausta», justifiquei-me.

«Fazes bem. Conheces a minha opinião, considero um absurdo essa teimosia de trabalhares. Uma mulher de boas famílias não trabalha, e faz um mal terrível à pele! Olha o meu exemplo, durante toda a vida nunca apanhei Sol. Faz pessimamente mal e envelhece imenso! Não entendo essa coisa moderna de as pessoas se bronzearem, ficam castanhas, parece que não tomam banho, que estão sujas! Que imagem decadente... Poderias aproveitar e vir visitar-me.»

(...)

«O que significa estares numa situação em que poderás perder o controlo. Tem cuidado, os homens sabem tirar partido de uma mulher ingenuamente apaixonada. Não dês aquilo que não possas receber, em caso algum. Tens de conseguir que ele to dê sem precisares de pedir. Uma mulher nunca deve pedir nada, mas deve sempre ter tudo.»


Excertos de de dia e de noite.

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