um sem sorrisos
dois pois ambíguos
para além da cor
estéril
sem pontuação
corro em mim amor
vago
sem direcção
fico entre o ser
sem nada para dizer
resisto...
insisto...
desisto...
Abrigo?
no terceiro desejo
no segundo tempo
no primeiro beijo
Paro! Escuto!
no sexto sentido
na quinta-feira
no quarto vazio
sonho-me...
vivo-me...
expando-me...
para ti.
em loucuras simples
em palavras minhas
em fantasias tuas
sinto-te...
vejo-te...
espero-te...
partida sem meta
a palavra desperta
na nona porta
na oitava sinfonia
na sétima arte
peço a tua pele
dou a minha água
perdemo-nos...
encontramo-nos...
adormecemo-nos....
o sonho teimou em aproximar-se
os gestos do corpo fizeram por seduzir
num silêncio incapaz de se ouvir
num longo beijo transparente
para além do mar
dois corpos cruzados
um.
Publicado em de dia e de noite
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