quinta-feira, 3 de julho de 2008

O livro tem palavrões?

Ao cruzar-me com a Telma, no dia seguinte, precisei de chorar e de pedir desculpas pelo sucedido. Se cheguei a deitar-me com ele na cama, foi porque estava imbecilmente apaixonada. Se o fiz, foi porque acreditei nas suas palavras e promessas. Falsas, sem qualquer valor, como as de todos os rapazes. A Telma levantou a mão direita e agrediu-me com força.

«Pára, Catarina! Não sejas mentirosa! Tu e a Isabel não passam de umas putas! O Rui contou-me toda a verdade e eu acredito nele! Eu só não espalho a notícia pela escola porque não quero ser gozada por todos. Agora ouve com atenção este aviso: voltas a aproximar-te do Rui e juro que te atiro ácido sulfúrico para a bela cara que tens! Cabra de merda!»

Fiquei em estado de choque. Naturalmente.


Excerto de de dia e de noite

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