sábado, 28 de junho de 2008

Lídia Jorge


Naquele momento pensei que as coisas vão começar a acontecer. A gente não sabe qual a natureza nem a amplitude delas mas tem de estar cá para ver, para sentir, criar e reproduzi-las.

LÍDIA JORGE, O Jardim sem Limites

Escolhi esta frase do obra O jardim sem limites de Lídia Jorge, porque serve de introdução à história de Catarina. A minha admiração por esta escritora é imensa, ao ponto de ter escolhido fazer um trabalho sobre ela para a cadeira de Seminário e Monografia da licenciatura em Língua e Cultura Portuguesas.

Escolhi estudar o romance O vale da paixão, por ser o meu preferido da Lídia. Este trabalho possibilitou um encontro com a escritora, que após nos termos conhecido no Fundão, fui até sua casa em Lisboa para conversarmos sobre a minha investigação académica. Uma das minhas descobertas mais valiosas foi que O vale da paixão era para ter o título de A manta do soldado.

Se já admirava incomensuravelmente a obra de Lídia, mais fiquei a admirá-la. Lídia é uma mulher especial, rara como algumas pedras valiosas, tendo conseguido desenvolver um estilo próprio na escrita. Na oralidade, é encantadora na forma como se expressa. É daquelas pessoas que gosta de refletir e de deixar os seus pensamentos seguirem sem rumo. Foi inesquecível vê-la e ouvi-la.

A primeira fase da escrita do de dia e de noite aconteceu durante este trabalho. Ou seja, num período em que li quase todas as obras publicadas de Lídia, portanto as influências deverão ser imensas. De qualquer modo, tenho a perfeita noção que não posso comprar as obras primas da Lídia com o meu romance ligth... De qualquer modo, foi importante ler livros escritos por uma mulher, na medida em que estava a escrever um livro sob uma perspetiva feminina.

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